Quando era mais jovem, pensava que tinha minha própria chave.
Eu apenas sabia exatamente o que queria ser, agora eu tenho certeza.
Você tem entrado em todas as portas, anda vivendo em uma bolha, sobrevivendo em dias dias nunca acabam.
Eu não me preocupava no que a vida daria, minha fantasia era real.
Agora eu sei bastante sobre o que eu sinto.
Olho teu retrato, porque você é linda, não por você não estar aqui, apesar de querer muito que isso aconteça.
Eu nunca vi a tal "chave" para a porta, mas uma vez me disseram que a gente só consegue aquilo que a gente quer, e eu quero você.
Enquanto eu vivo, os pesadelos que tenho duranta a noite, quando falo com você, desaparecem.
Enquanto eu vivo, os sonhos que tinha quando criança, se te imagino comigo, se realizam, na eternidade de um milésimo de segundo, que, diga-se de passagem, sem você por perto, é eterno.
A vida tinha mudado para outra direção, eu cheguei a pensar que seria melhor.
Mas não pode ser melhor, nada pode ser sem você por perto.
Ouço uma voz dizer "sonhe isso enquanto pode". E eu obedeço, simplesmente.
Talvez algum dia eu faça você entender.
É fato incontroverso os sentimentos imensuráveis.
Imensurável também era tudo que vinha agregado ao fato de sentir algo que não cabe no peito.
A orquestra foi perdendo, aos poucos, seus membros mais importantes, até que o desfalque era tamanho que me feria os ouvidos. Uma desafinada sinfonia, sem melodia nem cadência, conduzida por um maestro que não está mais lá.
Hoje minha filarmônica ensaia um movimento diferente, que eu tento chamar, mas não consigo, de distração.
Uma grande orquestra tocando uma pequena canção.
Ás vezes, perdemos a noção de que cada minuto da nossa vida pode ser o derradeiro, de que cada ligação telefônica pode ser a última, bem como aquela pessoa, de quem você ainda não sabe se gosta, pode ser o sua última chance de ser feliz.
“Hoje o tempo voa, amor
E escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
E não há tempo que volte, amor
Vamos viver tudo que há pra viver
Vamos nos permitir!”
Permita-se. Vamos nos permitir. (:
“Hoje o tempo voa, amor
E escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
E não há tempo que volte, amor
Vamos viver tudo que há pra viver
Vamos nos permitir!”
Permita-se. Vamos nos permitir. (:
Nenhum comentário:
Postar um comentário